12:00h, o sol exatamente no centro do céu. Céu azul, quase
sem nuvens, um dia realmente lindo, com tudo pra dar certo. Uma olhada rápida
no celular. Nenhuma mensagem, nenhuma ligação perdida. Não que eu estivesse
esperando alguém me ligar, ou se importar. Depois de verificar o telefone pela
décima quinta vez, o aparelho toca. Uma mensagem e o coração acelera, e para no
segundo seguinte. O nome na tela não era o seu. Aquelas palavras não fora você que
escreveu. Esperar o dia inteiro por um sinal me consome. E dói. Mas eu espero.
Como se você se importasse. Tantas perguntas vagam na minha cabeça, tantos ‘porquês’.
Porque você não se importa mais? Porque eu ainda me importo? Porquê o tempo
está acabando tão rápido?sábado, 2 de novembro de 2013
12:00h, o sol exatamente no centro do céu. Céu azul, quase
sem nuvens, um dia realmente lindo, com tudo pra dar certo. Uma olhada rápida
no celular. Nenhuma mensagem, nenhuma ligação perdida. Não que eu estivesse
esperando alguém me ligar, ou se importar. Depois de verificar o telefone pela
décima quinta vez, o aparelho toca. Uma mensagem e o coração acelera, e para no
segundo seguinte. O nome na tela não era o seu. Aquelas palavras não fora você que
escreveu. Esperar o dia inteiro por um sinal me consome. E dói. Mas eu espero.
Como se você se importasse. Tantas perguntas vagam na minha cabeça, tantos ‘porquês’.
Porque você não se importa mais? Porque eu ainda me importo? Porquê o tempo
está acabando tão rápido?sábado, 26 de outubro de 2013
É tão difícil
escrever quando não se sabe exatamente o que dizer. Expressar-se é uma
necessidade, mas nem sempre é possível. O nó na garganta continua aqui e não há
quem possa desatá-lo. Está começando a sufocar, e aos poucos perco os sentidos.
Em meio à
visão turva, posso distinguir sua silhueta se afastando, sua voz cada vez mais
distante, seu perfume se perdendo no ar e suas palavras se acomodando em minha
mente.
Mente
barulhenta, conturbada, confusa, cheia de pensamentos masoquistas, conversas e
roteiros que jamais aconteceram. Possibilidades e esperanças procurando algo
para se agarrar, para não morrer. Mas isso não me preocupa, porque como dizem
por aí ‘ a esperança é última morre’.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Tomar cuidado com o que digo é tão difícil pra mim. Ter que
escolher as palavras, mudar os substantivos, amenizar nos adjetivos... Por que você nunca intende aquilo que eu
quero dizer. E eu não gosto de ser cautelosa toda vez que eu te vejo. Quero
poder ser espontânea ao me expressar, sem me preocupar com que você possa
entender errado. Mas eu preciso ser cuidadosa. Por que você se machuca tão
fácil. Eu preciso ser menos objetiva, e menos sincera. Porque a sinceridade te
maltrata. E você é tão frágil, que algumas palavras podem acabar com tudo
aquilo que construímos. Por isso, por muitas vezes, prefiro ficar em silêncio.
Eu acredito que o silêncio não erra.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Não acredito que você vai passar dez dias longe de mim. Dez
dias que eu vou acordar olhar pro lado e não te ver. Dez dias que eu irei
dormir sem seu ombro como travesseiro. Dez infinitos dias que eu não vou ter seu
abraço, seu beijo, seu carinho. Eu vou tentar aguentar, ouvindo sua voz no
telefone, olhando suas fotos e sonhando, todas as noites, com você. Prometa me
ligar todos os dias, mesmo sem nada pra falar. Prometa olhar nossas fotos
quando for dormir. E prometa que a
saudade só vai aumentar nosso sentimento. Porque eu já estou com saudades.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Estive pensando em te escrever, desabafar. Fico imaginando qual o
melhor modo de dizer tudo que está engasgado. Mas não sei o que isso
significaria pra você. Ou pra mim. Talvez não signifique nada. Talvez tudo
aquilo tenha se perdido, se substituído. Talvez nunca tenha existido. E a
incerteza não me deixa continuar. As folhas rasgadas representam a covardia e minhas
palavras se perdem no tempo. A imensidão do nada se convertendo em tudo que eu
poderia te dizer. E não disse. terça-feira, 25 de junho de 2013
miss you
Minha madrugada se resume em saudade. Saudade dos seus
olhos, do seu sorriso, dos seus abraços e beijos. Saudade das suas piadas sem
graça, das suas frases desnecessárias, das suas chatices. Perco-me cada vez
mais, em uma foto, uma música, uma carta. O destino me pegou de surpresa, me
fazendo sentir falta da sua voz. É difícil ver aquilo que era rotina, virando
lembrança.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
stay strong
E eu to tentando, eu juro que eu to tentando, permanecer de
pé, permanecer forte, de cabeça erguida, tentando não chorar, não desabar no
primeiro ombro amigo que aparecer. To
sendo forte, colocando meus problemas de lado pra ajudar quem me faz bem. To
escondendo tudo em baixo do tapete, deixando toda a bagunça lá, mas o tapete
não está sendo suficiente. O armário está cheio e transbordando e uma hora tudo
vai explodir. Não adianta mais esconder, empurrar com a barriga, dizer que está
tudo bem, quando na verdade não está. O luto é aceitável quando se passa por
alguma perda, e lágrimas não são vergonha para ninguém. Eu sei que isso é só
uma fase, e vai passar. Afinal, o que seriam dos dias felizes, sem os tristes
para mostrar que vale a pena sorrir?
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