sábado, 2 de novembro de 2013

12:00h, o sol exatamente no centro do céu. Céu azul, quase sem nuvens, um dia realmente lindo, com tudo pra dar certo. Uma olhada rápida no celular. Nenhuma mensagem, nenhuma ligação perdida. Não que eu estivesse esperando alguém me ligar, ou se importar. Depois de verificar o telefone pela décima quinta vez, o aparelho toca. Uma mensagem e o coração acelera, e para no segundo seguinte. O nome na tela não era o seu. Aquelas palavras não fora você que escreveu. Esperar o dia inteiro por um sinal me consome. E dói. Mas eu espero. Como se você se importasse. Tantas perguntas vagam na minha cabeça, tantos ‘porquês’. Porque você não se importa mais? Porque eu ainda me importo? Porquê o tempo está acabando tão rápido?

sábado, 26 de outubro de 2013

É tão difícil escrever quando não se sabe exatamente o que dizer. Expressar-se é uma necessidade, mas nem sempre é possível. O nó na garganta continua aqui e não há quem possa desatá-lo. Está começando a sufocar, e aos poucos perco os sentidos.
Em meio à visão turva, posso distinguir sua silhueta se afastando, sua voz cada vez mais distante, seu perfume se perdendo no ar e suas palavras se acomodando em minha mente.

Mente barulhenta, conturbada, confusa, cheia de pensamentos masoquistas, conversas e roteiros que jamais aconteceram. Possibilidades e esperanças procurando algo para se agarrar, para não morrer. Mas isso não me preocupa, porque como dizem por aí ‘ a esperança é última morre’.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Tomar cuidado com o que digo é tão difícil pra mim. Ter que escolher as palavras, mudar os substantivos, amenizar nos adjetivos...  Por que você nunca intende aquilo que eu quero dizer. E eu não gosto de ser cautelosa toda vez que eu te vejo. Quero poder ser espontânea ao me expressar, sem me preocupar com que você possa entender errado. Mas eu preciso ser cuidadosa. Por que você se machuca tão fácil. Eu preciso ser menos objetiva, e menos sincera. Porque a sinceridade te maltrata. E você é tão frágil, que algumas palavras podem acabar com tudo aquilo que construímos. Por isso, por muitas vezes, prefiro ficar em silêncio.

Eu acredito que o silêncio não erra. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Não acredito que você vai passar dez dias longe de mim. Dez dias que eu vou acordar olhar pro lado e não te ver. Dez dias que eu irei dormir sem seu ombro como travesseiro. Dez infinitos dias que eu não vou ter seu abraço, seu beijo, seu carinho. Eu vou tentar aguentar, ouvindo sua voz no telefone, olhando suas fotos e sonhando, todas as noites, com você. Prometa me ligar todos os dias, mesmo sem nada pra falar. Prometa olhar nossas fotos quando for dormir.  E prometa que a saudade só vai aumentar nosso sentimento. Porque eu já estou com saudades.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Estive pensando em te escrever, desabafar. Fico imaginando qual o melhor modo de dizer tudo que está engasgado. Mas não sei o que isso significaria pra você. Ou pra mim. Talvez não signifique nada. Talvez tudo aquilo tenha se perdido, se substituído. Talvez nunca tenha existido. E a incerteza não me deixa continuar. As folhas rasgadas representam a covardia e minhas palavras se perdem no tempo. A imensidão do nada se convertendo em tudo que eu poderia te dizer. E não disse.  

terça-feira, 25 de junho de 2013

miss you

Minha madrugada se resume em saudade. Saudade dos seus olhos, do seu sorriso, dos seus abraços e beijos. Saudade das suas piadas sem graça, das suas frases desnecessárias, das suas chatices. Perco-me cada vez mais, em uma foto, uma música, uma carta. O destino me pegou de surpresa, me fazendo sentir falta da sua voz. É difícil ver aquilo que era rotina, virando lembrança.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

stay strong

E eu to tentando, eu juro que eu to tentando, permanecer de pé, permanecer forte, de cabeça erguida, tentando não chorar, não desabar no primeiro ombro amigo que aparecer.  To sendo forte, colocando meus problemas de lado pra ajudar quem me faz bem. To escondendo tudo em baixo do tapete, deixando toda a bagunça lá, mas o tapete não está sendo suficiente. O armário está cheio e transbordando e uma hora tudo vai explodir. Não adianta mais esconder, empurrar com a barriga, dizer que está tudo bem, quando na verdade não está. O luto é aceitável quando se passa por alguma perda, e lágrimas não são vergonha para ninguém. Eu sei que isso é só uma fase, e vai passar. Afinal, o que seriam dos dias felizes, sem os tristes para mostrar que vale a pena sorrir?